Escultura de Rodin
Eternel Printemps, Rodin, cerca de 1884

Muito obrigado a todos os que fizeram do primeiro PubhD de Lisboa um sucesso! O Hélio Crespo, o Rui Duarte e a Sara Fragoso falaram com entusiasmo e abraçaram o espírito do PubhD, fazendo de anos de investigação uma agradável conversa de bar.

A assistência (fomos mais de 20) preencheu os três períodos de 20 minutos com perguntas e comentários, e as conversas prolongaram-se pelos dois intervalos com pessoas de áreas totalmente distintas a falarem sobre o mesmo tema. No BIBO Bar o PubhD sentiu-se em casa.

Comum às três apresentações foi o recurso a metáforas e histórias para cativar a assistência. O Rui Duarte ilustrou os circuitos electrónicos com uma classe de crianças numa aula de matemática. Tal como elas, também os diferentes circuitos electrónicos variam na rapidez de cálculo e o seu desempenho é afectado por temperaturas elevadas e baixo fornecimento de energia.

A investigação feita pelo Rui é útil em certas aplicações da electrónica em que é muito importante a celeridade na obtenção de resultados, mesmo que estes não sejam completamente exactos.

O Hélio Crespo usou a imagem das várias partes de uma árvore para explicar a complexidade das células dendríticas do sistema imunitário, que defende o nosso corpo contra micróbios que possam produzir infecções ou doenças.

Um dos açúcares que faz parte da composição destas células está envolvido no seu nível de activação. Este conhecimento pode ser útil no desenvolvimento de terapias.

Por seu turno, a Sara Fragoso tornou vívidas as figuras do escultor Rodin e do seu mestre patinador, que tinham opiniões divergentes em relação à cor verde.
Segundo a Sara, os métodos tradicionais de restauro das esculturas de Rodin não têm em conta a riqueza dos processos químicos de coloração utilizados pelo escultor e podem mesmo danificar o estudo actual destes processos.

A 11 de Novembro teremos novos temas de conversa no segundo PubhD de Lisboa. Em breve anunciaremos aqui os oradores e a sua investigação.