O 4º PubhD de Lisboa em revista

4º PubhD de LisboaMais do que a simples curiosidade, foram três necessidades concretas, objecto de investigação em áreas totalmente distintas, que foram tema de conversa ao fim da tarde no PubhD de Janeiro: a confiança nas entidades reguladoras, a segurança informática na próxima geração de computadores, e a cura de uma doença genética designada por Atrofia Muscular Espinhal.

Na sequência da liberalização dos mercados, as entidades reguladoras, como o Banco de Portugal, a ERSE para o sector da energia, ou a ANACOM para o sector das comunicações, são organismos ao serviço dos cidadãos e dos consumidores e que se pretendem independentes, tanto dos interesses económicos como dos interesses políticos.

Susana Coroado, investigadora no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, procura identificar entidades reguladoras que estejam em risco de perder essa independência. Os membros que constituem o conselho de administração, ou como diferentes actores estão representados no conselho consultivo, ou ainda a forma como a entidade dá conta das suas actividades e dos contactos que tem com as empresas que regula, são alguns dos meios pelos quais a Susana está a obter dados para a sua análise.

Se a internet acelera e facilita o trabalho da Susana e contribui para a transparência das instituições, a futura geração de computadores pode levar essa transparência ao ponto de anular toda a privacidade online.

A rapidez de cálculo dos futuros computadores quânticos tornará obsoletos os actuais métodos de proteção da informação transferida via internet, os mesmos métodos que nos permitem fazer pagamentos online com segurança. Ricardo Loura, investigador no Instituto Superior Técnico, está a aplicar conhecimentos de matemática e física quântica no desenvolvimento de novos métodos de encriptação adequados a este novo modelo de computação.

‘Desencriptar’ o código genético é talvez uma das árduas tarefas do Hugo Santos. A forma como a ausência de uma instrução genética específica conduz a uma doença está longe de ser linear e envolve provavelmente a interacção de centenas de genes.

O Hugo procura estabelecer a ponte entre a ausência de um gene em crianças com Atrofia Muscular Espinhal e o baixo desenvolvimento dos neurónios motores que é característico desta doença. A futura terapia poderá passar por inverter todo ou parte desse processo de causa-efeito.

A Atrofia Muscular Espinhal afecta uma em cada seis mil crianças e em geral causa a morte antes de atingirem os quinze anos de idade. O Hugo Santos desenvolve o seu trabalho entre o instituto BioISI, da Universidade de Lisboa, o Okinawa Institute of Science and Technology e a Harvard Medical School.

A 10 de Fevereiro teremos novo encontro marcado no BIBO Bar para o 5º PubhD de Lisboa com uma conversa sobre Ciências da Educação, Estudos Literários e Neurociências. Até lá!

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