8º PubhD de Lisboa em revista

Arte e comunicação marcaram presença e ligaram os temas em conversa a 11 de Maio.

Pode ser demasiado tarde quando nos apercebemos do nosso desconhecimento sobre os processos físicos que alteram as zonas costeiras. Por exemplo, quando vemos a nossa casa à beira-mar ser danificada ou destruída pelas marés de inverno.

"Onda da Nazaré: um estímulo para a aprendizagem"
Imagem do vídeo “Onda da Nazaré: um estímulo para a aprendizagem”, onde é explicado o processo de deflexão de uma onda à medida que se aproxima da costa (https://www.youtube.com/watch?v=PIM3bSRaaeI)

Como tornar este conhecimento acessível a todos? Trocar a geodinâmica das praias por miúdos foi o que fizeram os jovens que trabalharam com Mafalda Carapuço, investigadora no Instituto Dom Luiz, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

No projeto que realizaram em conjunto, “Onda da Nazaré, um estímulo para a aprendizagem”, mostraram que comunicar o conhecimento científico a diferentes públicos, implica envolver esses mesmos públicos na forma de comunicar.

Foi o que fizeram. Os jovens não participaram apenas na produção do vídeo de divulgação, mas fizeram eles próprios o vídeo, começando por definir a linguagem que deveria ser utilizada.

Recorrendo à famosa onda da Praia do Norte como gancho, explicaram os processos que fazem com que, em pleno inverno, esta e outras ondas alcancem maior altura, energia e impacto nas zonas costeiras.

 

É também de comunicação que se fala quando falamos de graffiti. Esta arte de rua representa simbolicamente hierarquias e territórios. O que acontece quando é encomendada por um município para decorar uma parede, ou migra para o interior de uma galeria de arte?

Rita Matos no PubhD de Lisboa
Rita Matos durante a sua apresentação no PubhD de Lisboa (fotografia feita pelo BIBO Bar)

Foi esta questão que motivou Rita Matos, durante o seu mestrado no ISCTE, do Instituto Universitário de Lisboa, a entrevistar dez artistas de street art. Em todos eles a adolescência já ficou para trás e muitos fizeram entretanto formação artística. Agora trazem os estilos, materiais e suportes do graffiti para a sua atividade profissional.

Se conclusões se conseguem retirar de dez entrevistas, a Rita diz que, em geral, estes artistas já não consideram que fazem graffiti, mas sim arte de rua, ou street art. Mas na essência continuam fiéis a alguns dos seus valores: uma arte exposta ao olhar de todos, que pretende comunicar uma mensagem e que é efémera.

Haverá portanto algo de contraditório quando o artista pinta a parede da galeria no próprio dia da inauguração?

Na essência continuam fiéis a alguns dos seus valores: uma arte exposta ao olhar de todos, que pretende comunicar uma mensagem e que é efémera.

Da arte para todos passamos para a arte feita para os reis. Por desinteresse dos mui nobres habitantes do Palácio da Ajuda à data da revolução republicana de 1910, o recheio do palácio chegou quase intacto aos nossos dias, disse Luís Soares, investigador na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Desde 1924 que o edifício assumiu funções protocolares, por exemplo em recepções oficiais, para o que já servia também no tempo da monarquia. A primeira abertura ao público, porém, foi só em 1968 e apenas por marcação.

Hoje é não só um museu, mas inclui uma biblioteca, serviços públicos ligados ao património edificado e o próprio Ministério da Cultura. Uma parte do edifício está ainda inacabada. Ao longo do século XX e entrando pelo nosso século, foram vários os projetos para a sua conclusão, todos eles no papel.

Portanto, talvez no futuro a história do palácio continue a dar que falar. Motivo para outra conversa de bar.

A 8 de Junho teremos mais uma conversa, desta vez sobre Astrofísica, Bioquímica e História da Ciência. Saiba mais sobre o próximo evento.

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