11º PubhD de Lisboa em revista

O sugador das pinhas e o preço do pinhão

Sugador das pinhas
Leptoglossus occidentalis
Créditos: Peter Pearson

É originário da Califórnia e entrou em território português em 2010. O sugador das pinhas é um inseto que nos Estados Unidos prefere uma espécie de abeto, mas em Portugal receia-se que venha a fazer do pinhão do pinheiro manso a sua refeição principal.

Em Itália provocou uma quebra de 80% na produção do pinhão. Em Portugal o desastre não foi tão acentuado, mas Ana Farinha, investigadora no Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa, procura conhecer os hábitos desta espécie de inseto com vista a controlar a sua população.

A tarefa não é fácil e a Ana conta com a colaboração dos produtores. O Leptoglossus occidentalis (o seu nome científico) hiberna e em geral é muito esquivo, ainda que seja bastante social (por exemplo, alimentam-se em grupo).

A Ana trabalha sobretudo na região de Alcácer do Sal. Junto com Coruche, Grândola e o Estuário do Sado, é uma das regiões de maior produção nacional do pinhão comestível.

Um cardápio de modelos fiscais

Qual o modo ótimo de o Estado arrecadar receita minimizando as desigualdades e favorecendo a sustentabilidade das empresas? É a ambiciosa pergunta a que está a tentar responder José Alves, investigador no Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa.

O seu objetivo é disponibilizar aos decisores políticos, em matéria fiscal, um conjunto de modelos que estes possam escolher consoante as suas opções políticas, sociais e económicas.

São muitas as variáveis a ter em conta. Por exemplo, os impostos progressivos sobre o rendimento são mais igualitários do que os impostos fixos sobre o consumo.

O José está a estudar e a comparar os modelos fiscais de vários países, como os Estados Unidos e a Alemanha.

São muitas as variáveis a ter em conta nestes modelos. Por exemplo, os impostos diretos progressivos, como o IRS, são mais igualitários do que os impostos indiretos. Por outro lado, o desenho de alguns impostos pode acarretar pesadas despesas administrativas para o Estado, o que os torna pouco compensadores.

É este o meu corpo?

A ilusão da mão de borracha
A ilusão da mão de borracha
Créditos: BBC

Como é que reconhecemos o nosso corpo como nosso? Há experiências que demonstram que podemos ser induzidos a acreditar que um outro corpo faz parte de nós.

É com base nesses primeiros estudos sobre a sensação de propriedade do corpo que Victòria Brugada Ramentol, investigadora no Programa de Neurociências da Fundação Champalimaud, está a desenvolver a sua tese sobre como nos representamos a nós próprios.

A Victòria procura tirar consequências sobre a sensação de propriedade e de agência – sermos responsáveis pelos nossos gestos – e que podem ter importantes aplicações. Por exemplo, no estudo da empatia e das interações sociais, inclusive em ambientes virtuais digitais.

Ajude-a na sua investigação participando em experiências de realidade aumentada. Demoram no máximo uma hora e meia, na Fundação Champalimaud (Algés).

 

Em outubro celebrámos um ano de sessões PubhD em Lisboa e o BIBO Bar ofereceu o bolo de aniversário.
A 9 de novembro teremos uma edição especial Colégio Doutoral Mente-Cérebro, onde iremos confirmar como o estudo do cérebro e da mente precisa da colaboração interdisciplinar de diferentes áreas da investigação académica.

Se quiser estar sempre a par dos próximos eventos do PubhD de Lisboa, subscreva a mailing list.

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