24º PubhD de Lisboa

Ciência Política, e Conservação e Restauro

10 de janeiro, 19h30 – 21h00, no Bar Irreal

Na primeira sessão de 2018 do PubhD de Lisboa vamos falar sobre dignidade humana e a prática de infanticídio no contexto africano, e sobre técnicas de decoração de vidro e o que nos dizem sobre as relações comerciais nos séculos XVI e XVII.

O PubhD de Lisboa reúne investigadores de doutoramento, ou pós-doutoramento, no ambiente informal de um bar, para explicarem a sua investigação em linguagem acessível e responderem a perguntas. Cada apresentação terá a duração de 10 minutos, seguida de 25 minutos para perguntas.

Em 2018 teremos dois oradores por evento, oferecendo mais tempo para o espaço de perguntas e conversa, e reduzindo o tempo total do evento.

Os oradores:

Santuário de irân (espírito-força metafísica animista), em Quinhamel, região de Biombo, Guiné-Bissau.
Santuário de irân (espírito-força metafísica animista), em Quinhamel, região de Biombo, Guiné-Bissau.
Aqui os ritualistas (feiticeiros, djambakos, baloeiros) fazem as suas práticas, entre as quais o ritual de infanticídio.

Claudia Favarato (Ciência Política) estuda o ritual de infanticídio da criança-irân na Guiné-Bissau. O seu objetivo é o de identificar, com base na natureza humana, quem é titular de direitos, em particular no contexto africano deste país.

Da sua investigação resultará uma descrição do sistema moral subjacente, que em muitos aspetos colide com as conceções ocidentais de sujeito investido de dignidade humana.

A Claudia é investigadora de doutoramento no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa.
É italiana, mestre em Política Internacional e Diplomacia, e em 2015 mudou-se para Portugal para se focar na África lusófona, começando por tirar um segundo mestrado, em Estudos Africanos.

Vaso venesiano em vidro milefiori, datado do século XIX
Vaso veneziano em vidro millefiori, datado do século XIX (coleção do Victoria & Albert Museum; imagem disponível em http://collections.vam.ac.uk/item/O191/vase-venice-murano-glass/)

Francisca Pulido Valente (Conservação e Restauro) estuda duas luxuosas técnicas de decoração de vidro muito procuradas nos séculos XVI e XVII: filigrana e millefiori.

O seu trabalho, que tem por base colecções de vidro arqueológico encontradas em quatro cidades em Portugal, ajudará a perceber melhor as rotas comerciais entre Portugal e os outros países da Europa durante aquele período. Através da composição química dos vidros, poder-se-á perceber quais foram as matérias-primas utilizadas e a origem de produção.

A sua investigação poderá também ajudar a datar as peças a partir da suas características formais, em alternativa à datação química.

A Francisca é investigadora de doutoramento na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, no âmbito da unidade de investigação VICARTE.

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