33º PubhD de Lisboa : Engenharia do Ambiente, e Física de Partículas

Quarta-feira, 12 de dezembro de 2018, 19:30 – 21:00, no Bar Irreal.

A contaminação da água e dos solos agrícolas por produtos farmacêuticos, e a procura de “novos bosões de Higgs” para explicar alguns teimosos enigmas, como a “matéria escura” ou a quase ausência de anti-matéria, serão os temas em conversa na sessão de dezembro do PubhD de Lisboa.

O PubhD de Lisboa reúne investigadores de doutoramento no ambiente informal de um bar, para explicarem a sua investigação em linguagem acessível e responderem a perguntas. Cada apresentação terá a duração de 10 minutos, seguida de 25 minutos para perguntas.

Os oradores

Detetor do acelerador de partículas LHC, do CERN
Detetor do acelerador de partículas LHC, do CERN.

Duarte Azevedo (Física de Partículas) pretende descobrir novos “bosões de Higgs”, o que vem do seu interesse em compreender as características das partículas elementares, aquelas que não se podem dividir em elementos ainda mais pequenos.

O Duarte considera a possibilidade de existirem outras partículas com características semelhantes às do famoso bosão de Higgs. Estas partículas poderão explicar alguns dos teimosos enigmas sobre o Universo, tais como a chamada “matéria escura”, ou o destino que teve a anti-matéria no início do Universo.

Duarte Azevedo é investigador de doutoramento no Centro de Física Teórica e Computacional da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Ensaio de hidroponia da cultura de alface em soluções contaminadas por fármacos.
Ensaio de hidroponia da cultura de alface em soluções contaminadas por fármacos. Créditos: Inês Leitão

Inês Leitão (Engenharia do Ambiente) quer perceber até que ponto os produtos farmacêuticos, muitas vezes encontrados em águas subterrâneas e superficiais, podem ser absorvidos por plantas cultivadas para fins alimentares.

Este estudo, que a Inês está a focar numa planta concreta, a alface, pretende também conhecer os mecanismos de defesa que esta e outras plantas podem desenvolver contra aqueles compostos. Visa ainda investigar o risco para o consumidor, a longo prazo, da acumulação de fármacos no solo e nas plantas.

Inês Leitão é investigadora de doutoramento no Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa. É mestre em Engenharia do Ambiente e tem o bichinho por investigar a bioquímica das plantas. Dar aulas ocupa também parte do seu tempo, e esse é um dos seus objetivos futuros.

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