43º PubhD de Lisboa em revista

A geopolítica da Alemanha foi o tema em conversa na sessão do 43º PubhD de Lisboa.

O gosto pela história e pela geografia levaram a Marisa Fernandes a enveredar pela área das relações internacionais. Depois de um mestrado em que estudou a geopolítica alemã entre as duas grandes guerras, decidiu fazer o seu doutoramento em estudos estratégicos no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa.

Porquê a Alemanha? A Marisa sempre teve algum fascínio e contacto próximo com familiares que vivem há vários anos na Alemanha, e através das quais ouvia falar da realidade alemã, uma realidade completamente diferente da portuguesa. Nos anos 2000 tomou contacto com a história alemã e mais tarde estudou a própria língua. O alemão interessava-lhe por ser uma língua lógica, matemática e racional.

Marisa Fernandes

Aprendeu a língua, enquanto estudante do ensino secundário, e voltou a estudá-la para o seu doutoramento, onde leu não só livros técnicos mas também romances relativos a determinados momentos históricos da Alemanha, que lhe permitiram compreender e aproximar-se da mentalidade alemã. 

O facto de se dar conta da existência de uma certa animosidade em relação à Alemanha aguçou ainda mais a sua curiosidade em relação a este país. A Marisa quis tentar compreender se esta ideia faria sentido – sabemos que existe alguma tensão em relação à Alemanha no que toca à sua ação nas duas Guerras Mundiais, mais especificamente na Segunda Grande Guerra, com a questão do Holocausto, o que acaba por se refletir nas relações internacionais.

A geopolítica estuda, então, as relações entre o poder, o espaço e o tempo. O poder que estuda é o alemão, num espaço que Alemanha ocupa que é central, olhando para o mapa europeu, e um tempo que é o da Alemanha reunificada, ou seja, de 1990 até hoje. Neste sentido, o seu objetivo é compreender a geopolítica da Alemanha no presente, procurando encontrar no passado uma possível justificação e, identificando a existência (ou não) de uma continuidade (do passado para o presente), de forma a também antever aquela que poderá ser a geopolítica da Alemanha no futuro.

Para este resultado, dividiu o seu estudo em duas partes. A primeira centra-se no estudo da política externa alemã, seguida pelo trabalho dos três últimos chanceleres alemães, onde se inclui Angela Merkel (tanto ao nível da sua relação com outros Estados, como ao nível das principais organizações internacionais que a Alemanha integra. A segunda parte foca-se na estratégia da Alemanha ao nível cultural, económico e militar. Esta investigação permite compreender a mentalidade e o comportamento alemães no que toca às relações internacionais.

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