44º “WebhD” de Lisboa em revista: 2ª parte

As diferenças na pigmentação da pele, este foi um dos temas em conversa na sessão do 44º WebhD de Lisboa.

As diferenças na pigmentação da pele

A pele é o maior órgão do nosso corpo e tem funções muito importantes que estão distribuídas pelas suas diferentes camadas. A Liliana Lopes estuda no CEDOC-NMS e pretende compreender como é que a cor, ou a pigmentação da pele, é controlada. 

Está interessada na epiderme, a camada superior da nossa pele, que é a responsável por determinar essa pigmentação. Este estudo é bastante relevante uma vez que a cor da pele confere ao nosso corpo a proteção contra a radiação ultravioleta proveniente do sol e que tem a capacidade de alterar células e levar a doenças. O estudo pode também levar a um maior conhecimento de algumas doenças como o melanoma, o cancro da pele com o prognóstico mais grave. 

Pigmentação da pele alterada pela doença autoimune vitiligo.
Pigmentação da pele alterada pela doença autoimune vitiligo.
Créditos: Nadine Mot Mitchell via Flickr

A cor da pele é normalmente definida por fotótipos, cores de pele diferentes. As peles mais escuras têm uma proteção maior contra a radiação ultravioleta e as mais claras conferem uma proteção menor. Existem doenças de pele em que existe uma hiperpigmentação, ou seja, um aumento da cor e a pele fica mais escura, e doenças em que existe hipopigmentação, ou seja, há uma diminuição da cor da pele em zonas especificas do corpo.

Como é que a cor da nossa pele é determinada? A Liliana utilizou uma analogia de um pintor, uma tinta e uma tela.

O desafio é olhar para a nossa pele como um pintor a pintar a sua tela.”

Na nossa pele, existe um tipo de célula especial: o melanócito. É especial porque é um pintor que consegue produzir a sua própria tinta – a melanina – uma molécula com propriedades muito versáteis e que absorve a radiação, protegendo as nossas células. O melanócito não só produz a sua própria tinta como também produz duas cores de tinta diferentes. Uma melanina mais clara e outra mais escura, o que dita as grandes diferenças de cor em pessoas com peles claras e pessoas com peles escuras.

Tendo o pintor e a tinta, falta-nos a tela. E a tela é o foco do doutoramento da Liliana. O que considera ser a tela é o tipo de célula que está presente em grande escala na epiderme que é o queratinócito. Dentro dele, a melanina exerce a sua função: protege contra a radiação ultravioleta. Isto porque as células recebem as radiações do sol e por isso acumulam a melanina com o objetivo de proteger o ADN contra os efeitos nocivos da radiação que podem levar ao desenvolvimento de cancro da pele.

O objetivo do seu projeto é compreender se os queratinócitos influenciam a cor da pele, não só pela qualidade da melanina, mas pela sua distribuição pelas camadas de queratinócitos. A Liliana quer perceber como é que a quantidade de melanina é regulada dentro dos queratinócitos: quer saber a influência da tela na pintura. 

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