Quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021, 19:30 – 21:00, no canal do PuhbD de Lisboa no YouTube.

A influência dos preconceitos de género nas Ciências e Engenharias, e o estudo de microrganismos adaptados ao frio extremo serão os temas à conversa no 51º PubhD de Lisboa – versão online.

Face à situação atual de contenção da propagação do novo vírus associado à doença Covid-19, e até nos ser possível regressar ao bar, as sessões PubhD de Lisboa vão realizar-se online.

PubhD de Lisboa reúne investigadores de doutoramento numa conversa informal, para explicarem a sua investigação em linguagem acessível e responderem a perguntas. Cada apresentação terá a duração de 10 minutos, seguida de 25 minutos para perguntas, que poderão ser colocadas através da janela de chat do YouTube.

As oradoras

Ciência e Género – Estereótipos sobre disciplinas preferidas.
Créditos: Shutterstock- Artista kotoffei

Salete Farias (Ciências da Educação) investiga de que modo os preconceitos de género podem ser responsáveis pelo reduzido número de mulheres em cursos e cargos de liderança na área das Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM).

Um dos objetivos é perceber, no contexto de sala de aula, como é que o modo como os professores tratam diferencialmente rapazes e raparigas pode contribuir para esta discrepância.

A Salete desenvolve o seu trabalho na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia. Escolheu Portugal para fazer o seu doutoramento, e é também praticante de dança do ventre. Esta cientista computacional quer hackear o universo da falta de representatividade feminina nas STEM.


Enceladus, uma das luas de Saturno. Créditos: NASA/JPL/Space Science Institute

Lígia F. Coelho (Astrobiologia) compara o ambiente extremo do Ártico às luas geladas de Júpiter e Saturno. O objetivo da sua investigação é estudar e caracterizar microrganismos presentes na água e gelo do Ártico bem como o ciclo químico do qual subsistem (e que sinaliza a presença de vida).

Esta caracterização vai permitir fornecer às missões espaciais futuras os dados necessários para detetar a presença de possíveis formas de vida.

A Lígia é mestre em Microbiologia. Em 2018, iniciou o seu doutoramento em Astrobiologia, no Instituto Superior Técnico, sendo integrada no MIT Portugal Program. Em 2019, foi co-autora de um projeto que visava estudar o efeito da microgravidade em microrganismos fotossintéticos. O projeto ganhou a competição Blue Origin, patrocinada pelo MIT-Portugal, e “voou” a bordo do foguetão New Shepard.


Pode assistir à sessão online aqui, mas se quiser colocar perguntas através da janela de chat, aceda ao nosso canal no YouTube.

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