25º PubhD de Lisboa

Nanomedicina e Psicologia Social

14 de fevereiro, 19h30 – 21h00, no Bar Irreal

Uma resposta de ouro para a cura do cancro, e uma pergunta: Será que a beleza nos convence?, serão os dois temas em conversa na sessão de fevereiro do PubhD de Lisboa.

O PubhD de Lisboa reúne investigadores de doutoramento, ou pós-doutoramento, no ambiente informal de um bar, para explicarem a sua investigação em linguagem acessível e responderem a perguntas. Cada apresentação terá a duração de 10 minutos, seguida de 25 minutos para perguntas.

As oradoras

Nanopartículas de ouro
Nanopartículas de ouro
(via https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Nanoparticles_(5940478291).jpg)

Raquel Vinhas (Nanomedicina) está a trabalhar no diagnóstico e tratamento da leucemia, um tipo de cancro do sangue, mais concretamente, a leucemia mieloide crónica. Este tratamento será aplicado em pacientes em que a quimioterapia convencional não surte efeito.

A estratégia que a Raquel está a desenvolver é baseada em partículas de ouro extremamente pequenas, com o diâmetro da ordem de uma parte por mil milhões do metro, designadas por nanopartículas.

A Raquel Vinhas é investigadora de doutoramento na Unidade de Ciências Biomoleculares Aplicadas (UCIBIO) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT-UNL). É mestre em Biologia Celular pela Universidade de Coimbra e tem experiência profissional na área da biotecnologia.

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(imagem via Pinterest de Carlos Acero, em https://www.pinterest.pt/pin/411516484674308455/)

Joana Mello (Psicologia Social) está a estudar a utilização da beleza em contextos persuasivos, como por exemplo em anúncios ou em campanhas preventivas, e o seu impacto na forma como as pessoas se vêm a elas próprias e na confiança que têm nas suas atitudes.

Com a investigação da Joana pretende-se perceber as consequências na própria pessoa que está a receber uma mensagem publicitária que utiliza a beleza como instrumento persuasivo, nomeadamente de que forma a comunicação produz efetivamente um comportamento (comprar um produto, ou optar por um hábito saudável).

Joana Mello é investigadora de doutoramento no programa Lisbon Social Psychology PhD (LiSP) no William James Center for Research, do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), em colaboração com a Universidade Autonoma de Madrid. Antes de iniciar o seu doutoramento trabalhou na área de estudos de mercado.

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24º PubhD de Lisboa

Ciência Política, e Conservação e Restauro

10 de janeiro, 19h30 – 21h00, no Bar Irreal

Na primeira sessão de 2018 do PubhD de Lisboa vamos falar sobre dignidade humana e a prática de infanticídio no contexto africano, e sobre técnicas de decoração de vidro e o que nos dizem sobre as relações comerciais nos séculos XVI e XVII.

O PubhD de Lisboa reúne investigadores de doutoramento, ou pós-doutoramento, no ambiente informal de um bar, para explicarem a sua investigação em linguagem acessível e responderem a perguntas. Cada apresentação terá a duração de 10 minutos, seguida de 25 minutos para perguntas.

Em 2018 teremos dois oradores por evento, oferecendo mais tempo para o espaço de perguntas e conversa, e reduzindo o tempo total do evento.

Os oradores:

Santuário de irân (espírito-força metafísica animista), em Quinhamel, região de Biombo, Guiné-Bissau.
Santuário de irân (espírito-força metafísica animista), em Quinhamel, região de Biombo, Guiné-Bissau.
Aqui os ritualistas (feiticeiros, djambakos, baloeiros) fazem as suas práticas, entre as quais o ritual de infanticídio.

Claudia Favarato (Ciência Política) estuda o ritual de infanticídio da criança-irân na Guiné-Bissau. O seu objetivo é o de identificar, com base na natureza humana, quem é titular de direitos, em particular no contexto africano deste país.

Da sua investigação resultará uma descrição do sistema moral subjacente, que em muitos aspetos colide com as conceções ocidentais de sujeito investido de dignidade humana.

A Claudia é investigadora de doutoramento no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa.
É italiana, mestre em Política Internacional e Diplomacia, e em 2015 mudou-se para Portugal para se focar na África lusófona, começando por tirar um segundo mestrado, em Estudos Africanos.

Vaso venesiano em vidro milefiori, datado do século XIX
Vaso veneziano em vidro millefiori, datado do século XIX (coleção do Victoria & Albert Museum; imagem disponível em http://collections.vam.ac.uk/item/O191/vase-venice-murano-glass/)

Francisca Pulido Valente (Conservação e Restauro) estuda duas luxuosas técnicas de decoração de vidro muito procuradas nos séculos XVI e XVII: filigrana e millefiori.

O seu trabalho, que tem por base colecções de vidro arqueológico encontradas em quatro cidades em Portugal, ajudará a perceber melhor as rotas comerciais entre Portugal e os outros países da Europa durante aquele período. Através da composição química dos vidros, poder-se-á perceber quais foram as matérias-primas utilizadas e a origem de produção.

A sua investigação poderá também ajudar a datar as peças a partir da suas características formais, em alternativa à datação química.

A Francisca é investigadora de doutoramento na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, no âmbito da unidade de investigação VICARTE.

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23º PubhD de Lisboa

Criminologia, Ciências da Comunicação, e Design

13 de dezembro, 19h30 – 21h30, no Bar Irreal

No 23º PubhD de Lisboa vamos falar sobre a tomada de decisão dos investigadores criminais, a produção humana do quotidiano, e como o design pode informar a estratégia de sustentabilidade das pequenas e médias empresas de serviços.

O PubhD de Lisboa reúne investigadores de doutoramento, ou pós-doutoramento, no ambiente informal de um bar, para explicarem a sua investigação em linguagem acessível e responderem a perguntas. Cada apresentação terá a duração de 10 minutos, seguida de 20 minutos para perguntas.

Os oradores:

Ilustração onde é utilizado o retrato de Brandon Mayfield, advogado americano que foi preso inocentemente pelo FBI após o atentado de Atocha em Madrid. Créditos: Francisco Gonçalves.

Francisco Valente Gonçalves (Psicologia e Criminologia) estuda o processo de tomada de decisão dos investigadores criminais durante o seu trabalho e de que forma a sua motivação pode ser afectada.

No sentido de evitar os erros que existem associados ao trabalho dos investigadores forenses, o Francisco está a trabalhar num conjunto de linhas orientadoras para o trabalho, recrutamento e formação de peritos forenses.

O Francisco Gonçalves é investigador de doutoramento na Universidade de Leicester, no Reino Unido. É psicólogo clínico e forense, e também empreendedor e consultor em psicologia. Tem costela alentejana, o que lhe faz ter um gosto especial por vinho e bons repastos.

Simulação de evolução empresarial: Contraste entre o ideal e o real.
Simulação de evolução empresarial: contraste entre o ideal e o real.
Créditos: Teresa Serpa.

Teresa Serpa (Design) procura aplicar o Design à elaboração de um modelo estratégico que apoie as pequenas e médias empresas de serviços portuguesas ao nível da sustentabilidade e da longevidade.

Aglomerando os contextos da própria empresa e externos, este modelo pretende ser acessível e aplicável transversalmente a empresas em diferentes estágios de desenvolvimento e áreas de actividade.

A Teresa é investigadora de doutoramento na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa. Com uma pós-graduação em Design Estratégico e Inovação, tem uma experiência profissional que cruza diversas áreas, do design industrial e de comunicação à arquitectura, publicidade, fotografia e ensino.

Gonçalo Pena (Ciências da Comunicação) está a desenvolver uma tese em filosofia do design em que reflete sobre a ética em torno da produção quotidiana.

O Gonçalo é investigador de doutoramento na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É artista plástico e foi professor na Escola Superior de Arte e Design das Caldas da Rainha. É também membro da Associação que gere o Bar Irreal, a casa do PubhD de Lisboa.

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22º PubhD de Lisboa

Bioengenharia, Ciências da Comunicação, e Desenhos com Ciência

8 de novembro, 19h30 – 21h30, no Bar Irreal

Na 22ª sessão do PubhD de Lisboa vamos falar sobre formas mais económicas para produzir as chamadas células estaminais, células que podem ser usadas na reconstituição de tecidos do corpo humano. Vamos falar também sobre como as novas tecnologias alteram as formas de relacionamento amoroso.

E teremos na galeria do Bar Irreal uma exposição que junta desenho e ciência: “PlantLab Sketching” é uma exposição de desenhos feitos no Dia Aberto 2017 do Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier (ITQB NOVA), em Oeiras, e que será apresentada por uma das organizadoras.

O PubhD de Lisboa reúne investigadores de doutoramento, ou pós-doutoramento, no ambiente informal de um bar, para explicarem a sua investigação em linguagem acessível e responderem a perguntas. Cada apresentação terá a duração de 10 minutos, seguida de 20 minutos para perguntas.

Os oradores:

Investigador do laboratório Food & Drug Administration (EUA) a analisar células estaminais.
Investigador do laboratório Food & Drug Administration (EUA) a analisar células estaminais.

As células estaminais são células indiferenciadas e que podem ser usadas para produzir células especializadas, por exemplo, na reconstituição de tecidos celulares do corpo humano.

Cátia Bandeiras (Bioengenharia) procura tornar a produção de células estaminais mais barata e mais acessível. Isso irá apoiar as decisões dos produtores de células estaminais, tanto ao nível económico como no processo de aprovação clínica para novas terapias.

A Cátia é investigadora no Instituto Superior Técnico e no Institute for Data, Science and Society do MIT, nos EUA. Interessa-se por abordagens computacionais para tornar novas terapias mais eficazes e acessíveis ao público.

É também blogger de viagens e da vida de estudante de doutoramento. O seu blog chama-se “A Pulgarita“.

Ilustração de Laura Liedo
Ilustração de Laura Liedo, parte de um conjunto de imagens que a artista Laura Liedo fez para Rita Sepúlveda no contexto da sua investigação.

Rita Sepúlveda (Ciências da Comunicação) procura perceber de que forma a adoção das novas tecnologias afetou as dinâmicas dos relacionamentos amorosos.

Partindo do online dating e dos utilizadores portugueses do website Tinder, a Rita quer saber quem são, o que fazem, o que procuram e o que os motiva.

Desta forma pretende conhecer como a procura de parceiros amorosos se alterou com a introdução de plataformas digitais e dispositivos eletrónicos, como as redes sociais online e o telemóvel.

A Rita é investigadora no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, do Instituto Universitário de Lisboa. Começou o seu percurso no marketing, sempre à procura de respostas aos porquês. Um deles é o papel das tecnologias da informação e da comunicação (TIC) na procura do “amor”.

PlantLab Sketching

Neste dia 8 de novembro inaugura no Bar Irreal, a casa do PubhD de Lisboa, uma exposição que junta arte e ciência, “PlantLab Sketching”. As imagens expostas foram concretizadas no âmbito do Dia Aberto 2017 do Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier, da Universidade Nova de Lisboa (ITQB NOVA), em Oeiras.

Os autores desenharam ao vivo durante visitas guiadas a laboratórios de Biotecnologia de Plantas e noutras actividades do evento que celebrou a investigação que se faz no ITQB NOVA, o Dia Mundial da Metrologia e o Dia Internacional do Fascínio das Plantas.
Mais informações em: http://rabiscos.itqb.unl.pt

Rita Caré, ilustradora e ligada à ciência, vai falar-nos destas imagens expostas agora no Bar Irreal e até 30 de novembro. O ITQB NOVA co-organizou esta actividade com o CiB – Centro de Informação de Biotecnologia, e o Foto&Sketchers 2 Linhas.

Consulte também a notícia no website do ITQB e do CiB.

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21º PubhD de Lisboa : 2º aniversário

Biologia da Conservação, Engenharia Mecânica, e Quiz de Aniversário

11 de outubro, 19h30 – 21h30, no Bar Irreal

Na sessão do 2º aniversário do PubhD de Lisboa vamos falar sobre a conservação das tartarugas marinhas de São Tomé e Príncipe, e de como arrefecer componentes eletrónicos conhecendo melhor as propriedades da ebulição.

Vamos ainda falar de duas dezenas de outros fascinantes temas que passaram neste último ano pelo PubhD de Lisboa participando em grupos num quiz de aniversário.

O PubhD de Lisboa reúne investigadores de doutoramento, ou pós-doutoramento, no ambiente informal de um bar, para explicarem a sua investigação em linguagem acessível e responderem a perguntas. Cada apresentação terá a duração de 10 minutos, seguida de 20 minutos para perguntas.

Tartaruga marinha.
Tartaruga marinha. Via https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Green_turtle_swimming_over_coral_reefs_in_Kona.jpg

Joana Hancock (Biologia da Conservação) quer determinar o estado de conservação das tartarugas marinhas de São Tomé e Príncipe. Através deste estudo pretende conhecer o impacto da sobre-exploração destes animais a nível genético e demográfico, assim como desenvolver medidas de conservação adaptadas.

A Joana é investigadora de doutoramento no Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais (cE3c) da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Há mais de 15 anos que trabalha sobre tartarugas marinhas, lidando com grupos comunitários, ONGs, políticos, caçadores e vendedores de carne de tartaruga.

Ebulição
Créditos: A. Sathyabhama e T. P. Ashok Babu, via doi:10.1115/1.4004258

Emanuele Teodori (Engenharia Mecânica) investiga as propriedades da ebulição de líquidos sobre certas superfícies, como por exemplo, superfícies absorventes. Este estudo terá aplicações no arrefecimento de componentes eletrónicos.

O Emanuele é investigador de doutoramento no Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa. Gosta de falar em público e de trabalhar em bares.

 


Nesta sessão de aniversário terminaremos com um quiz sobre os temas falados neste último ano. Aproveite a sessão para conhecer pessoas novas e participar em grupo, descobrindo temas fascinantes que estão atualmente a ser investigados no meio académico.

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