34º PubhD de Lisboa Biotecnologia, e História e Filosofia da Matemática

Quarta-feira, 13 de março de 2019, 19:30 – 21:00, no Má Língua.

As tecnologias de diagnóstico em saúde através de sensores extremamente pequenos, e a evolução dos problemas em matemática através da matemática recreativa, serão os temas em conversa na sessão de março do PubhD de Lisboa.

ATENÇÃO: O PubhD de Lisboa mudou de casa. A próxima sessão será já no Má Língua, na Graça.

O PubhD de Lisboa reúne investigadores de doutoramento no ambiente informal de um bar, para explicarem a sua investigação em linguagem acessível e responderem a perguntas. Cada apresentação terá a duração de 10 minutos, seguida de 25 minutos para perguntas.

Os oradores

Rui Oliveira Silva (Biotecnologia) investiga o desenvolvimento de sensores à base de partículas extremamente pequenas (nanopartículas) que possam ser utilizados no corpo humano.

 

Estes sensores permitirão o diagnóstico rápido e preciso de determinadas doenças, assim como a monitorização da temperatura durante tratamentos localizados recorrendo a temperaturas elevadas.

O Rui é investigador no programa doutoral BIOTECnico no Instituto de Bioengenharia e Biociências (IBB) do Instituto Superior Técnico (IST). É mestre em biotecnologia molecular pela Universidade de Aveiro. Atualmente tem uma participação ativa no programa da universidade de verão e laboratórios abertos do IST.

Exemplo de “anéis chineses”, cujo objetivo consiste em libertar um cordel fechado de uma sequência de anéis em pilares interligados.
Exemplo de “anéis chineses”, cujo objetivo consiste em libertar um cordel fechado de uma sequência de anéis em pilares interligados. Crédito: Merkel (CC BY-SA 3.0)

Tiago Hirth (História e Filosofia da Matemática) procura contribuir para o conhecimento sobre a origem, evolução e pedagogia dos problemas em matemática, estudando casos concretos de matemática recreativa ao longo da História.

O Tiago é investigador de doutoramento no Departamento de História e Filosofia da Ciência da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
Tem participado ativamente em ações de comunicação e divulgação nacionais e internacionais, com destaque para o Circo Matemático. É também mágico, malabarista e pratica Aikido e Bal-folk.

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33º PubhD de Lisboa : Engenharia do Ambiente, e Física de Partículas

Quarta-feira, 12 de dezembro de 2018, 19:30 – 21:00, no Bar Irreal.

A contaminação da água e dos solos agrícolas por produtos farmacêuticos, e a procura de “novos bosões de Higgs” para explicar alguns teimosos enigmas, como a “matéria escura” ou a quase ausência de anti-matéria, serão os temas em conversa na sessão de dezembro do PubhD de Lisboa.

O PubhD de Lisboa reúne investigadores de doutoramento no ambiente informal de um bar, para explicarem a sua investigação em linguagem acessível e responderem a perguntas. Cada apresentação terá a duração de 10 minutos, seguida de 25 minutos para perguntas.

Os oradores

Detetor do acelerador de partículas LHC, do CERN
Detetor do acelerador de partículas LHC, do CERN.

Duarte Azevedo (Física de Partículas) pretende descobrir novos “bosões de Higgs”, o que vem do seu interesse em compreender as características das partículas elementares, aquelas que não se podem dividir em elementos ainda mais pequenos.

O Duarte considera a possibilidade de existirem outras partículas com características semelhantes às do famoso bosão de Higgs. Estas partículas poderão explicar alguns dos teimosos enigmas sobre o Universo, tais como a chamada “matéria escura”, ou o destino que teve a anti-matéria no início do Universo.

Duarte Azevedo é investigador de doutoramento no Centro de Física Teórica e Computacional da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Ensaio de hidroponia da cultura de alface em soluções contaminadas por fármacos.
Ensaio de hidroponia da cultura de alface em soluções contaminadas por fármacos. Créditos: Inês Leitão

Inês Leitão (Engenharia do Ambiente) quer perceber até que ponto os produtos farmacêuticos, muitas vezes encontrados em águas subterrâneas e superficiais, podem ser absorvidos por plantas cultivadas para fins alimentares.

Este estudo, que a Inês está a focar numa planta concreta, a alface, pretende também conhecer os mecanismos de defesa que esta e outras plantas podem desenvolver contra aqueles compostos. Visa ainda investigar o risco para o consumidor, a longo prazo, da acumulação de fármacos no solo e nas plantas.

Inês Leitão é investigadora de doutoramento no Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa. É mestre em Engenharia do Ambiente e tem o bichinho por investigar a bioquímica das plantas. Dar aulas ocupa também parte do seu tempo, e esse é um dos seus objetivos futuros.

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32º PubhD de Lisboa: Cosmologia, e História da Ciência

Quarta-feira, 14 de novembro de 2018, 19:30 – 21:00, no Bar Irreal

Aperfeiçoar a Relatividade de Einstein para explicar fenómenos extremos e mistérios do Universo, e conhecer o passado e as pessoas do museu de história natural da Escola Politécnica, serão os dois temas em conversa na sessão de novembro do PubhD de Lisboa.

O PubhD de Lisboa reúne investigadores de doutoramento e pós-doutoramento no ambiente informal de um bar, para explicarem a sua investigação em linguagem acessível e responderem a perguntas. Cada apresentação terá a duração de 10 minutos, seguida de 25 minutos para perguntas.

Os oradores

secção de Zoologia do Museu Nacional de Lisboa em 1898
A “Sala de Portugal”, na secção de Zoologia do Museu Nacional de Lisboa em 1898.
Créditos: CUNHA, Pedro José da, “A Escola Politécnica de Lisboa: breve notícia histórica”. Lisboa: João Pinto, Lda., 1937.

Daniel Gamito Marques (História da Ciência)  estudou a história da Escola Politécnica, fundada em 1837, e em particular o seu museu de história natural. O impulsionador deste museu foi José Vicente Barbosa du Bocage, primo do poeta e zoólogo com conceituada carreira internacional.

Desta sua investigação, o Daniel espera resultar uma valorização do passado do museu e das pessoas que o fundaram e nele trabalharam.

Daniel Gamito Marques é investigador de pós-doutoramento no Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia (CIUHCT). Formado em biologia, doutorou-se em história da ciência. Também escreve para teatro e performances.

Impressão artística de estrelas de neutrões em colisão.
Impressão artística de estrelas de neutrões em colisão. Créditos: University of Warwick/Mark Garlick

Francisco Cabral (Cosmologia) estuda teorias mais gerais e complexas do que a Relatividade de Einstein. Estas teorias permitem estabelecer pontes com a física das partículas elementares e eventualmente ajudarão a descrever corpos astrofísicos de densidade extrema, tais como estrelas de neutrões e buracos negros, mas também a explicar vários mistérios do Universo ainda por resolver.

O Francisco investiga ainda as formas como estas teorias poderão vir a ser testadas com observações, por exemplo, observações de ondas gravitacionais.

Francisco Cabral é investigador de doutoramento no Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA) e na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL). É músico, amante da natureza e da multiculturalidade. Interessa-se pelo potencial que existe na ligação entre as ciências humanas, as ciências naturais e a arte.

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31º PubhD de Lisboa, 3º aniversário

Astrofísica, e Ciências da Comunicação

Quarta-feira, 10 de outubro de 2018, 19:30 – 21:00, no Bar Irreal

O que a atmosfera infernal de Vénus nos pode ensinar sobre a Terra e sobre a procura de outras ‘Terras’, e a importância do movimento de código aberto para a sustentabilidade das rádios comunitárias, vão ser os dois temas da sessão de aniversário do PubhD de Lisboa.

O PubhD de Lisboa reúne investigadores de doutoramento no ambiente informal de um bar, para explicarem a sua investigação em linguagem acessível e responderem a perguntas. Cada apresentação terá a duração de 10 minutos, seguida de 25 minutos para perguntas.

Os oradores

Vénus
O lado noturno de Vénus visto no infravermelho pela sonda espacial japonesa Akatsuki (créditos: ISAS, JAXA)

Ruben Gonçalves (Astrofísica) está a estudar os ventos e a composição química da atmosfera de planetas e luas do Sistema Solar, em particular Vénus e Titã, lua de Saturno.

Vénus em concreto, é um planeta muito semelhante à Terra, mas com uma atmosfera radicalmente diferente e que nos pode ajudar a compreender a sorte que (ainda) temos aqui na Terra.

Uma vez este conhecimento reunido, incluindo o aperfeiçoamento das técnicas utilizadas, o Ruben espera aplicá-lo ao estudo da atmosfera de muitos dos planetas extrasolares que têm sido descobertos a orbitar outras estrelas, alguns deles potencialmente parecidos com a Terra.

Ruben Gonçalves é investigador de doutoramento no Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço e na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. É mestre em Astrofísica e Cosmologia e é um exemplo de que nunca é tarde para recomeçar a vida académica, tendo reiniciado os estudos superiores aos 27 anos.

O estúdio principal de emissão da rádio comunitária Echo, baseada em Farnborough, Reino Unido.
O estúdio principal de emissão da rádio comunitária Echo, baseada em Farnborough, Reino Unido.
Créditos: CountdownCrispy (CC BY-SA 3.0)

Rute Correia (Ciências da Comunicação) quer perceber de que forma o movimento de código aberto (open source) – em que se promove o acesso livre ao design e ao código-fonte de programas informáticos – pode funcionar como modelo de sustentabilidade para estações de rádio comunitárias, tanto ao nível da tecnologia como de conteúdos e da comunidade.

As estações de rádio comunitárias ocupam um lugar de relevo no desenvolvimento social, sobretudo ao nível local. No entanto, a sustentabilidade da sua operação (transmissão) é um dos seus maiores desafios.

A investigação da Rute ajudará a criar mecanismos que garantam a subsistência destas estruturas sociais.

Rute Correia é investigadora de doutoramento no ISCTE, do Instituto Universitário de Lisboa. Faz rádio há mais de uma década e continuam numa relação amorosa (e profissional). Igualmente apaixonada por tecnologia, também trabalhou na indústria de software e acabou por juntar os dois universos na sua investigação académica.

Descubra mais no website da Rute Correia.

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30º PubhD de Lisboa: Arquitetura, e História Ambiental

Quarta-feira, 12 de setembro de 2018, 19:30 – 21:00, no Bar Irreal

Em setembro, o PubhD de Lisboa propõe uma viagem no tempo para visitar dois aspectos da História de Portugal. A construção de palácios urbanos em Lisboa e a caça de baleias no Atlântico Sul serão os dois temas com que iniciamos a quarta temporada do PubhD de Lisboa.

O PubhD de Lisboa reúne investigadores de doutoramento no ambiente informal de um bar, para explicarem a sua investigação em linguagem acessível e responderem a perguntas. Cada apresentação terá a duração de 10 minutos, seguida de 25 minutos para perguntas.

Os oradores

Plano Nobre de um Edifício que desemboca na rua do Carvalho. D. 148 A.

Tiago Antunes (Arquitetura) está a analisar a proporção e os sistemas métricos utilizados na construção de doze palácios urbanos em Lisboa, entre 1640 e 1755.

O seu principal objetivo é conhecer o pensamento construtivo português e compreender a história da construção em Lisboa. Este conhecimento servirá de base para as intervenções de conservação de edifícios da época.

Tiago Molarinho Antunes é investigador de doutoramento em Arquitetura dos Territórios Metropolitanos Contemporâneos no DINÂMIA’CET, do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa.

Cena de caça de baleias
Cena de caça de baleias in “Historia do Brazil…” de Alphonse de Beauchamp (1820)

Nina Vieira (História Ambiental) quer compreender a relação, ao longo do tempo, entre os humanos e os outros animais através do estudo de uma atividade humana de apropriação, uso e comércio de um mamífero marinho: a caça de baleias.

Esta investigação tem como cenário a expansão marítima portuguesa e a participação dos portugueses na baleação promovida nos séculos XV a XVIII no Atlântico Sul.

Para Nina Vieira, a análise dos valores atribuídos à baleia ao longo da história pode ajudar na construção de ações de sensibilização ambiental e de gestão de áreas marinhas protegidas.

Nina Vieira é investigadora de doutoramento em História Ambiental Marinha no CHAM-Centro de Humanidades da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É mestre em Ecologia Marinha e sócia-fundadora da APCM-Associação Para as Ciências do Mar.

Mais informação na sua página de perfil.

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