36º PubhD de Lisboa: Antropologia e História da Ciência

Quarta-feira, 5 de junho de 2019, 19:30 – 21:00, no Má Língua.

Os processos que permitem ou impedem o acesso e permanência de estrangeiros em território português, e o contexto no Portugal pós 25 de abril que conduziu ao atual sistema da investigação científica, serão os temas em conversa na sessão de junho do PubhD de Lisboa.

ATENÇÃO: O PubhD de Lisboa mudou de casa. As sessões são agora no Má Língua, na Graça.

O PubhD de Lisboa reúne investigadores de doutoramento no ambiente informal de um bar, para explicarem a sua investigação em linguagem acessível e responderem a perguntas. Cada apresentação terá a duração de 10 minutos, seguida de 25 minutos para perguntas.

Os oradores

Logotipo do Instituto Nacional de Investigação Científica (1976-1992)

Hugo Soares (História da Ciência) está a pesquisar a política científica no Portugal pós 25 de abril, de 1976 a 1992, através da história do Instituto Nacional de Investigação Científica, entidade responsável pela atribuição de bolsas de investigação e pelo financiamento dos centros de investigação universitários.

Este trabalho pretende compreender o contexto que originou, não apenas a grande expansão da atividade científica no nosso país, mas também o atual sistema da investigação científica – as bolsas, o emprego científico, os estatutos de investigadores, etc. A pesquisa do Hugo poderá também informar as opções políticas nesta área para o futuro.

Hugo Soares é investigador de doutoramento no Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia (CIUHCT), na Universidade Nova de Lisboa (FCT-NOVA). A sua formação de base é em Ciências Naturais e Ciências da Educação. Desenvolve também actividade na área do livro e das técnicas de impressão.

Créditos: Ricardo Mussa (via Expresso).

Mafalda Carapeto (Antropologia do Estado) está a investigar o processo de controlo da mobilidade na fronteira externa portuguesa.

Na sua pesquisa, mais do que os dispositivos jurídicos que filtram a entrada e permanência de estrangeiros em Portugal, a Mafalda quer conhecer os processos de avaliação subjacentes à decisão, e os procedimentos que permitem ou impedem o acesso e permanência no território nacional.

Mafalda Carapeto é investigadora no programa DANT, Doutoramento em Antropologia da Universidade de Lisboa, um programa conjunto entre o Instituto de Ciências Sociais e o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. É mestre em antropologia (tese disponível aqui).

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35º PubhD de Lisboa Comunicação de Ciência, e Fusão Nuclear

Quarta-feira, 10 de abril de 2019, 19:30 – 21:00, no Má Língua.

Água como combustível na produção de energia limpa e segura através da fusão nuclear, e uma nova comunidade profissional que estabelece laços entre a ciência e a sociedade, serão os temas em conversa na sessão de abril do PubhD de Lisboa.

ATENÇÃO: O PubhD de Lisboa mudou de casa. As sessões são agora no Má Língua, na Graça.

O PubhD de Lisboa reúne investigadores de doutoramento e pós-doutoramento no ambiente informal de um bar, para explicarem a sua investigação em linguagem acessível e responderem a perguntas. Cada apresentação terá a duração de 10 minutos, seguida de 25 minutos para perguntas.

Os oradores

Interior do maior dispositivo de pesquisa experimental de Fusão Nuclear, o JET (Joint European Torus), situado em Culham, no Reino Unido.
Interior do maior dispositivo de pesquisa experimental de Fusão Nuclear, o JET (Joint European Torus), situado em Culham, no Reino Unido. Durante a operação do JET, este torna-se o local mais quente do sistema solar. Créditos: EUROfusion (https://www.euro-fusion.org/)

Luís Guimarãis (Fusão Nuclear) está a trabalhar no desenvolvimento de uma fonte de produção de eletricidade que seja barata e que não produza gases causadores de efeito de estufa.

O combustível será a água e o processo será a fusão nuclear, um processo seguro e limpo de produção de energia, semelhante ao que ocorre no interior do Sol, e que é objeto de um grande esforço mundial para que se torne realidade.

O Luís é investigador de pós-doutoramento no Instituto Superior Técnico e no Max-Planck Institut fur Plasmaphysik. Com formação em física e engenharia, o seu principal interesse de investigação é o diagnóstico e análise de dados de fusão nuclear.

Feira de Ciência em Washington.
Feira de Ciência em Washington, Laboratório Nacional de Oak Ridge. Créditos: Genevieve Martin/ORNL

Manuel Leite Valença (Comunicação de ciência) está a estudar os profissionais que trabalham na área da comunicação e que estão ligados a instituições de investigação ou divulgação científica em Portugal.

Esta é uma comunidade profissional emergente no nosso país, por conseguinte ainda pouco conhecida, mas que assume uma importância crescente na ligação entre a ciência e a sociedade.

O Manuel é investigador de doutoramento no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa. É ele próprio comunicador de ciência, com experiência tanto em centros de ciência como em instituições universitárias.

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34º PubhD de Lisboa Biotecnologia, e História e Filosofia da Matemática

Quarta-feira, 13 de março de 2019, 19:30 – 21:00, no Má Língua.

As tecnologias de diagnóstico em saúde através de sensores extremamente pequenos, e a evolução dos problemas em matemática através da matemática recreativa, serão os temas em conversa na sessão de março do PubhD de Lisboa.

ATENÇÃO: O PubhD de Lisboa mudou de casa. A próxima sessão será já no Má Língua, na Graça.

O PubhD de Lisboa reúne investigadores de doutoramento no ambiente informal de um bar, para explicarem a sua investigação em linguagem acessível e responderem a perguntas. Cada apresentação terá a duração de 10 minutos, seguida de 25 minutos para perguntas.

Os oradores

Rui Oliveira Silva (Biotecnologia) investiga o desenvolvimento de sensores à base de partículas extremamente pequenas (nanopartículas) que possam ser utilizados no corpo humano.

 

Estes sensores permitirão o diagnóstico rápido e preciso de determinadas doenças, assim como a monitorização da temperatura durante tratamentos localizados recorrendo a temperaturas elevadas.

O Rui é investigador no programa doutoral BIOTECnico no Instituto de Bioengenharia e Biociências (IBB) do Instituto Superior Técnico (IST). É mestre em biotecnologia molecular pela Universidade de Aveiro. Atualmente tem uma participação ativa no programa da universidade de verão e laboratórios abertos do IST.

Exemplo de “anéis chineses”, cujo objetivo consiste em libertar um cordel fechado de uma sequência de anéis em pilares interligados.
Exemplo de “anéis chineses”, cujo objetivo consiste em libertar um cordel fechado de uma sequência de anéis em pilares interligados. Crédito: Merkel (CC BY-SA 3.0)

Tiago Hirth (História e Filosofia da Matemática) procura contribuir para o conhecimento sobre a origem, evolução e pedagogia dos problemas em matemática, estudando casos concretos de matemática recreativa ao longo da História.

O Tiago é investigador de doutoramento no Departamento de História e Filosofia da Ciência da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
Tem participado ativamente em ações de comunicação e divulgação nacionais e internacionais, com destaque para o Circo Matemático. É também mágico, malabarista e pratica Aikido e Bal-folk.

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33º PubhD de Lisboa : Engenharia do Ambiente, e Física de Partículas

Quarta-feira, 12 de dezembro de 2018, 19:30 – 21:00, no Bar Irreal.

A contaminação da água e dos solos agrícolas por produtos farmacêuticos, e a procura de “novos bosões de Higgs” para explicar alguns teimosos enigmas, como a “matéria escura” ou a quase ausência de anti-matéria, serão os temas em conversa na sessão de dezembro do PubhD de Lisboa.

O PubhD de Lisboa reúne investigadores de doutoramento no ambiente informal de um bar, para explicarem a sua investigação em linguagem acessível e responderem a perguntas. Cada apresentação terá a duração de 10 minutos, seguida de 25 minutos para perguntas.

Os oradores

Detetor do acelerador de partículas LHC, do CERN
Detetor do acelerador de partículas LHC, do CERN.

Duarte Azevedo (Física de Partículas) pretende descobrir novos “bosões de Higgs”, o que vem do seu interesse em compreender as características das partículas elementares, aquelas que não se podem dividir em elementos ainda mais pequenos.

O Duarte considera a possibilidade de existirem outras partículas com características semelhantes às do famoso bosão de Higgs. Estas partículas poderão explicar alguns dos teimosos enigmas sobre o Universo, tais como a chamada “matéria escura”, ou o destino que teve a anti-matéria no início do Universo.

Duarte Azevedo é investigador de doutoramento no Centro de Física Teórica e Computacional da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Ensaio de hidroponia da cultura de alface em soluções contaminadas por fármacos.
Ensaio de hidroponia da cultura de alface em soluções contaminadas por fármacos. Créditos: Inês Leitão

Inês Leitão (Engenharia do Ambiente) quer perceber até que ponto os produtos farmacêuticos, muitas vezes encontrados em águas subterrâneas e superficiais, podem ser absorvidos por plantas cultivadas para fins alimentares.

Este estudo, que a Inês está a focar numa planta concreta, a alface, pretende também conhecer os mecanismos de defesa que esta e outras plantas podem desenvolver contra aqueles compostos. Visa ainda investigar o risco para o consumidor, a longo prazo, da acumulação de fármacos no solo e nas plantas.

Inês Leitão é investigadora de doutoramento no Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa. É mestre em Engenharia do Ambiente e tem o bichinho por investigar a bioquímica das plantas. Dar aulas ocupa também parte do seu tempo, e esse é um dos seus objetivos futuros.

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32º PubhD de Lisboa: Cosmologia, e História da Ciência

Quarta-feira, 14 de novembro de 2018, 19:30 – 21:00, no Bar Irreal

Aperfeiçoar a Relatividade de Einstein para explicar fenómenos extremos e mistérios do Universo, e conhecer o passado e as pessoas do museu de história natural da Escola Politécnica, serão os dois temas em conversa na sessão de novembro do PubhD de Lisboa.

O PubhD de Lisboa reúne investigadores de doutoramento e pós-doutoramento no ambiente informal de um bar, para explicarem a sua investigação em linguagem acessível e responderem a perguntas. Cada apresentação terá a duração de 10 minutos, seguida de 25 minutos para perguntas.

Os oradores

secção de Zoologia do Museu Nacional de Lisboa em 1898
A “Sala de Portugal”, na secção de Zoologia do Museu Nacional de Lisboa em 1898.
Créditos: CUNHA, Pedro José da, “A Escola Politécnica de Lisboa: breve notícia histórica”. Lisboa: João Pinto, Lda., 1937.

Daniel Gamito Marques (História da Ciência)  estudou a história da Escola Politécnica, fundada em 1837, e em particular o seu museu de história natural. O impulsionador deste museu foi José Vicente Barbosa du Bocage, primo do poeta e zoólogo com conceituada carreira internacional.

Desta sua investigação, o Daniel espera resultar uma valorização do passado do museu e das pessoas que o fundaram e nele trabalharam.

Daniel Gamito Marques é investigador de pós-doutoramento no Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia (CIUHCT). Formado em biologia, doutorou-se em história da ciência. Também escreve para teatro e performances.

Impressão artística de estrelas de neutrões em colisão.
Impressão artística de estrelas de neutrões em colisão. Créditos: University of Warwick/Mark Garlick

Francisco Cabral (Cosmologia) estuda teorias mais gerais e complexas do que a Relatividade de Einstein. Estas teorias permitem estabelecer pontes com a física das partículas elementares e eventualmente ajudarão a descrever corpos astrofísicos de densidade extrema, tais como estrelas de neutrões e buracos negros, mas também a explicar vários mistérios do Universo ainda por resolver.

O Francisco investiga ainda as formas como estas teorias poderão vir a ser testadas com observações, por exemplo, observações de ondas gravitacionais.

Francisco Cabral é investigador de doutoramento no Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA) e na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL). É músico, amante da natureza e da multiculturalidade. Interessa-se pelo potencial que existe na ligação entre as ciências humanas, as ciências naturais e a arte.

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