31º PubhD de Lisboa, 3º aniversário

Astrofísica, e Ciências da Comunicação

Quarta-feira, 10 de outubro de 2018, 19:30 – 21:00, no Bar Irreal

O que a atmosfera infernal de Vénus nos pode ensinar sobre a Terra e sobre a procura de outras ‘Terras’, e a importância do movimento de código aberto para a sustentabilidade das rádios comunitárias, vão ser os dois temas da sessão de aniversário do PubhD de Lisboa.

O PubhD de Lisboa reúne investigadores de doutoramento no ambiente informal de um bar, para explicarem a sua investigação em linguagem acessível e responderem a perguntas. Cada apresentação terá a duração de 10 minutos, seguida de 25 minutos para perguntas.

Os oradores

Vénus
O lado noturno de Vénus visto no infravermelho pela sonda espacial japonesa Akatsuki (créditos: ISAS, JAXA)

Ruben Gonçalves (Astrofísica) está a estudar os ventos e a composição química da atmosfera de planetas e luas do Sistema Solar, em particular Vénus e Titã, lua de Saturno.

Vénus em concreto, é um planeta muito semelhante à Terra, mas com uma atmosfera radicalmente diferente e que nos pode ajudar a compreender a sorte que (ainda) temos aqui na Terra.

Uma vez este conhecimento reunido, incluindo o aperfeiçoamento das técnicas utilizadas, o Ruben espera aplicá-lo ao estudo da atmosfera de muitos dos planetas extrasolares que têm sido descobertos a orbitar outras estrelas, alguns deles potencialmente parecidos com a Terra.

Ruben Gonçalves é investigador de doutoramento no Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço e na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. É mestre em Astrofísica e Cosmologia e é um exemplo de que nunca é tarde para recomeçar a vida académica, tendo reiniciado os estudos superiores aos 27 anos.

O estúdio principal de emissão da rádio comunitária Echo, baseada em Farnborough, Reino Unido.
O estúdio principal de emissão da rádio comunitária Echo, baseada em Farnborough, Reino Unido.
Créditos: CountdownCrispy (CC BY-SA 3.0)

Rute Correia (Ciências da Comunicação) quer perceber de que forma o movimento de código aberto (open source) – em que se promove o acesso livre ao design e ao código-fonte de programas informáticos – pode funcionar como modelo de sustentabilidade para estações de rádio comunitárias, tanto ao nível da tecnologia como de conteúdos e da comunidade.

As estações de rádio comunitárias ocupam um lugar de relevo no desenvolvimento social, sobretudo ao nível local. No entanto, a sustentabilidade da sua operação (transmissão) é um dos seus maiores desafios.

A investigação da Rute ajudará a criar mecanismos que garantam a subsistência destas estruturas sociais.

Rute Correia é investigadora de doutoramento no ISCTE, do Instituto Universitário de Lisboa. Faz rádio há mais de uma década e continuam numa relação amorosa (e profissional). Igualmente apaixonada por tecnologia, também trabalhou na indústria de software e acabou por juntar os dois universos na sua investigação académica.

Descubra mais no website da Rute Correia.

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23º PubhD de Lisboa

Criminologia, Ciências da Comunicação, e Design

13 de dezembro, 19h30 – 21h30, no Bar Irreal

No 23º PubhD de Lisboa vamos falar sobre a tomada de decisão dos investigadores criminais, a produção humana do quotidiano, e como o design pode informar a estratégia de sustentabilidade das pequenas e médias empresas de serviços.

O PubhD de Lisboa reúne investigadores de doutoramento, ou pós-doutoramento, no ambiente informal de um bar, para explicarem a sua investigação em linguagem acessível e responderem a perguntas. Cada apresentação terá a duração de 10 minutos, seguida de 20 minutos para perguntas.

Os oradores:

Ilustração onde é utilizado o retrato de Brandon Mayfield, advogado americano que foi preso inocentemente pelo FBI após o atentado de Atocha em Madrid. Créditos: Francisco Gonçalves.

Francisco Valente Gonçalves (Psicologia e Criminologia) estuda o processo de tomada de decisão dos investigadores criminais durante o seu trabalho e de que forma a sua motivação pode ser afectada.

No sentido de evitar os erros que existem associados ao trabalho dos investigadores forenses, o Francisco está a trabalhar num conjunto de linhas orientadoras para o trabalho, recrutamento e formação de peritos forenses.

O Francisco Gonçalves é investigador de doutoramento na Universidade de Leicester, no Reino Unido. É psicólogo clínico e forense, e também empreendedor e consultor em psicologia. Tem costela alentejana, o que lhe faz ter um gosto especial por vinho e bons repastos.

Simulação de evolução empresarial: Contraste entre o ideal e o real.
Simulação de evolução empresarial: contraste entre o ideal e o real.
Créditos: Teresa Serpa.

Teresa Serpa (Design) procura aplicar o Design à elaboração de um modelo estratégico que apoie as pequenas e médias empresas de serviços portuguesas ao nível da sustentabilidade e da longevidade.

Aglomerando os contextos da própria empresa e externos, este modelo pretende ser acessível e aplicável transversalmente a empresas em diferentes estágios de desenvolvimento e áreas de actividade.

A Teresa é investigadora de doutoramento na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa. Com uma pós-graduação em Design Estratégico e Inovação, tem uma experiência profissional que cruza diversas áreas, do design industrial e de comunicação à arquitectura, publicidade, fotografia e ensino.

Gonçalo Pena (Ciências da Comunicação) está a desenvolver uma tese em filosofia do design em que reflete sobre a ética em torno da produção quotidiana.

O Gonçalo é investigador de doutoramento na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É artista plástico e foi professor na Escola Superior de Arte e Design das Caldas da Rainha. É também membro da Associação que gere o Bar Irreal, a casa do PubhD de Lisboa.

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22º PubhD de Lisboa

Bioengenharia, Ciências da Comunicação, e Desenhos com Ciência

8 de novembro, 19h30 – 21h30, no Bar Irreal

Na 22ª sessão do PubhD de Lisboa vamos falar sobre formas mais económicas para produzir as chamadas células estaminais, células que podem ser usadas na reconstituição de tecidos do corpo humano. Vamos falar também sobre como as novas tecnologias alteram as formas de relacionamento amoroso.

E teremos na galeria do Bar Irreal uma exposição que junta desenho e ciência: “PlantLab Sketching” é uma exposição de desenhos feitos no Dia Aberto 2017 do Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier (ITQB NOVA), em Oeiras, e que será apresentada por uma das organizadoras.

O PubhD de Lisboa reúne investigadores de doutoramento, ou pós-doutoramento, no ambiente informal de um bar, para explicarem a sua investigação em linguagem acessível e responderem a perguntas. Cada apresentação terá a duração de 10 minutos, seguida de 20 minutos para perguntas.

Os oradores:

Investigador do laboratório Food & Drug Administration (EUA) a analisar células estaminais.
Investigador do laboratório Food & Drug Administration (EUA) a analisar células estaminais.

As células estaminais são células indiferenciadas e que podem ser usadas para produzir células especializadas, por exemplo, na reconstituição de tecidos celulares do corpo humano.

Cátia Bandeiras (Bioengenharia) procura tornar a produção de células estaminais mais barata e mais acessível. Isso irá apoiar as decisões dos produtores de células estaminais, tanto ao nível económico como no processo de aprovação clínica para novas terapias.

A Cátia é investigadora no Instituto Superior Técnico e no Institute for Data, Science and Society do MIT, nos EUA. Interessa-se por abordagens computacionais para tornar novas terapias mais eficazes e acessíveis ao público.

É também blogger de viagens e da vida de estudante de doutoramento. O seu blog chama-se “A Pulgarita“.

Ilustração de Laura Liedo
Ilustração de Laura Liedo, parte de um conjunto de imagens que a artista Laura Liedo fez para Rita Sepúlveda no contexto da sua investigação.

Rita Sepúlveda (Ciências da Comunicação) procura perceber de que forma a adoção das novas tecnologias afetou as dinâmicas dos relacionamentos amorosos.

Partindo do online dating e dos utilizadores portugueses do website Tinder, a Rita quer saber quem são, o que fazem, o que procuram e o que os motiva.

Desta forma pretende conhecer como a procura de parceiros amorosos se alterou com a introdução de plataformas digitais e dispositivos eletrónicos, como as redes sociais online e o telemóvel.

A Rita é investigadora no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, do Instituto Universitário de Lisboa. Começou o seu percurso no marketing, sempre à procura de respostas aos porquês. Um deles é o papel das tecnologias da informação e da comunicação (TIC) na procura do “amor”.

PlantLab Sketching

Neste dia 8 de novembro inaugura no Bar Irreal, a casa do PubhD de Lisboa, uma exposição que junta arte e ciência, “PlantLab Sketching”. As imagens expostas foram concretizadas no âmbito do Dia Aberto 2017 do Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier, da Universidade Nova de Lisboa (ITQB NOVA), em Oeiras.

Os autores desenharam ao vivo durante visitas guiadas a laboratórios de Biotecnologia de Plantas e noutras actividades do evento que celebrou a investigação que se faz no ITQB NOVA, o Dia Mundial da Metrologia e o Dia Internacional do Fascínio das Plantas.
Mais informações em: http://rabiscos.itqb.unl.pt

Rita Caré, ilustradora e ligada à ciência, vai falar-nos destas imagens expostas agora no Bar Irreal e até 30 de novembro. O ITQB NOVA co-organizou esta actividade com o CiB – Centro de Informação de Biotecnologia, e o Foto&Sketchers 2 Linhas.

Consulte também a notícia no website do ITQB e do CiB.

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