41º PubhD de Lisboa: Ciências Musicais e Medicina.

Quarta-feira, 8 de janeiro de 2020, 19:30 – 21:00, no Má Língua.

Festivais da Canção e a relação entre a música e televisão, e novas abordagens para a regulação da cor da pele, serão os dois temas em conversa na sessão do 41º PubhD de Lisboa.

O PubhD de Lisboa reúne investigadores de doutoramento no ambiente informal de um bar, para explicarem a sua investigação em linguagem acessível e responderem a perguntas. Cada apresentação terá a duração de 10 minutos, seguida de 25 minutos para perguntas.

Os oradores

Festival da Canção da RTP e Festival Eurovisão da Canção.
Festival da Canção RTP e Festival Eurovisão da Canção. Créditos: Fotografia de Sofia Vieira Lopes

Sofia Lopes (Ciências Musicais) foca a sua investigação no Festival RTP da Canção e da Eurovisão da Canção, e tem como principal objetivo compreender o papel destes eventos na representação do país a nível nacional e internacional.

A ligação destes espectáculos com a indústria da música e os media é também alvo do seu doutoramento.

A Sofia é investigadora no Instituto de Etnomusicologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Tem desenvolvido investigação acerca da relação entre a música e a televisão. Ao longo do seu percurso foi professora de música em Conservatórios e organiza a conferência internacional EUROVISIONS, um espaço que permite a troca de ideias sobre a Eurovisão.

Cor de pele
Créditos: utilizador Saffy no website flickr.com

João Charneca (Medicina) tem como objetivo da sua investigação perceber como a comunicação entre células regula a cor da pele.

O seu trabalho pode no futuro ser a base para a intervenção cirúrgica em queimados, com a aplicação de transplantes de pele de cor igual à do paciente.

O João é investigador do Centro de Investigação em Doenças Crónicas (CEDOC) da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa.

As suas raízes são alentejanas, mas o seu percurso já passou pelo Algarve e está atualmente em Lisboa dedicado ao seu doutoramento. Gosta de jogos de tabuleiro e de falar sobre ciência, sobretudo em boa companhia… Ideal para o PubhD.

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39º PubhD de Lisboa em revista

Novos métodos de diagnóstico e terapia para o cancro da mama e a conservação das mantas gigantes no México

Novos métodos de diagnóstico e terapia para o cancro da mama

O cancro da mama é o tipo de cancro mais frequente entre as mulheres de todo o mundo. Segundo a Andreia Ferreira, investigadora de doutoramento no Centro de Estudos de Doenças Crónicas (CEDOC) da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, em Portugal morrem cerca de 6000 mulheres por ano, o equivalente a quatro mulheres por dia. Apesar de existirem melhorias nos métodos de diagnóstico, sensibilização e formas de prevenção, ainda não se compreendem os mecanismos que levam uma célula a tornar-se invasiva.

Esta investigadora dedica-se, em particular, ao estudo de tumores não invasivos  e invasivos causadores das metástases (formação de novos tumores em diferentes órgãos) que são responsáveis pelo maior número de mortes. Está empenhada em fazer um estudo do carcinoma (tumor), nomeadamente através da análise de uma família de proteínas que transportam moléculas e controlam o seu “tráfego”, quer dentro das células, quer fora delas. Esta família de proteínas é pouco conhecida, havendo poucos estudos sobre a sua relação com o desenvolvimento de cancros invasivos. Ainda assim, a investigadora foca-se neste tipo específico de proteínas, referindo que 

Se não houvesse um se, não havia ciência.

Andreia Ferreira no 39º PubhD de Lisboa.
(créditos: Carolina Figueira)

A Andreia utiliza preferencialmente células de pacientes com cancro da mama, com amostras de tumores invasivos e não invasivos, que lhe permitem uma análise mais concreta da progressão desta doença. Mas, o acesso a estas amostras nem sempre é facilitado e nem todas podem ser utilizadas. Então, utiliza outros métodos para conseguir analisar a progressão do cancro da mama (como linhas celulares ou culturas de células em três dimensões).

O projeto procura compreender o papel deste tipo de proteínas na progressão do cancro da mama, comparando a sua expressão no cancro invasivo e não invasivo, com o objetivo de desenvolver terapias bem como métodos de diagnóstico, de forma a conseguir distinguir os casos que vão progredir para cancro da mama invasivo daqueles que nunca vão progredir. Deste modo, é possível evitar mastectomias (tratamento cirúrgico onde se remove completamente a mama) ou radioterapias desnecessárias, que atacam também outras partes do nosso organismo e têm acentuados efeitos secundários que afetam a nossa vida do dia-a-dia. 

A conservação das mantas gigantes no México

As mantas gigantes (Mobula birostris) são espécies oceânicas que podem medir 7 a 9 metros (de dimensão entre “asas”). Apelidadas de gentle giants, vivem em alto mar, possuem o maior cérebro dos peixes, reproduzem-se lentamente (a sua gestação decorre durante 12 meses e só têm crias a cada 3 ou 4 anos) e, também por isso, em 2011 foram consideradas uma espécie vulnerável. 

Madalena Cabral no 39º PubhD de Lisboa.
(créditos: Carolina Figueira)

Madalena Cabral, bióloga marinha e investigadora de doutoramento na Universidad Autónoma Baja California Sur, refere que as mantas gigantes não vivem nem sobrevivem em aquário e são pescadas quer intencionalmente, quer em redes de pescas de outros peixes. Quando pescadas, sobretudo pelas suas branquias (que filtram o plâncton, pequenos organismos que servem de alimento a animais maiores) são utilizadas principalmente na medicina chinesa em vários medicamentos tradicionais. 

As mantas valem mais vivas do que mortas,

uma vez que representam uma receita de cerca de 100 milhões de dólares por ano no turismo. Esta investigação tem o objetivo de compreender os hábitos das mantas gigantes, especificamente no México (como o facto de visitarem diversos locais e porquê) como meio de facilitar as tomadas de decisão acerca da gestão do espaço no que toca a esta espécie. Perceber, por exemplo, as zonas que devem ser protegidas, as alturas do ano em que as pescas devem ser suspensas, estabelecer os limites de pesca ou cooperação entre países.

Como ferramentas utiliza uma base de dados, criada em 2006, com fotografias do ventre das mantas que servem como impressão digital de cada uma. Estas fotografias podem ser tiradas por qualquer pessoa que faça mergulho, que envia para a base de dados e revele algumas indicações. Esta metodologia insere-se na Ciência Cidadã onde o cidadão comum participa ativamente na produção de conhecimento científico. 

A Madalena tem vindo a trabalhar também com um sistema de tags (etiquetas) que são ferramentas do tamanho de uma caneta, que se colocam nas mantas aquando do mergulho com arpão, possuem um sistema automático de libertação e que envia a informação por satélite. Uma vez que em profundidade este sistema não funciona, o tag envia a informação apenas quando a manta vem à superfície.

As rotas de movimento das mantas gigantes obtêm-se através da sobreposição de variáveis como mapas com os locais onde habitam, mapas de fotos por satélite, a clorofila ou a temperatura da água. Segundo a investigadora, as correntes marítimas podem também ter influência nestas rotas, mas é difícil obter dados que comprovem de que forma têm influência. Não descarta também a possibilidade das alterações climáticas a que assistimos poderem influenciar e transformar as rotas das mantas gigantes.

40º PubhD de Lisboa: Especial “Infinitamente Pequeno”

Quarta-feira, 4 de dezembro de 2019, 19:30 – 21:00, no Má Língua.

Converter computadores em cientistas, e procurar nos aceleradores de partículas sinais de Física ainda desconhecida, serão os dois temas em conversa na sessão especial dedicada ao infinitamente pequeno.

O PubhD de Lisboa de dezembro decorre como evento de comunicação de ciência integrado no programa de um workshop internacional na área da Física de Partículas, organizado pelo Laboratório de Instrumentação e Partículas (LIP).

O PubhD de Lisboa reúne investigadores de doutoramento no ambiente informal de um bar, para explicarem a sua investigação em linguagem acessível e responderem a perguntas. Cada apresentação terá a duração de 10 minutos, seguida de 25 minutos para perguntas.

Os oradores

O detetor CMS.
O detetor CMS, no grande colisionador de hadrões (Large Hadron Collider-LHC), no Centro Europeu de Investigação Nuclear (CERN). Créditos: Giles Strong

Giles Strong (Informática aplicada à Física de Partículas) converte computadores em cientistas, para conseguirmos compreender a avalanche de informação que recolhemos sobre o infinitamente pequeno e daí retirarmos conhecimento sobre as interações físicas fundamentais no Universo.

O Giles desenvolve ferramentas de análise de dados que permitem conhecer o Universo em maior detalhe, e podem poupar muitos anos de trabalho (assim como milhões de euros). Estas ferramentas permitem também planear as experiências futuras.

Nota: esta apresentação e a sessão de perguntas-e-respostas serão feitas em inglês.

O Giles é investigador de doutoramento no Laboratório de Instrumentação e Partículas-Instituto Superior Técnico (LIP/IST) e investigador no CMS, um detetor de partículas no Centro Europeu de Pesquisa Nuclear-CERN. Através do seu blogue, publica alguns textos de comunicação do seu trabalho ao público geral.

Desintegração da partícula que explica porque as outras partículas têm massa - o bosão de Higgs.
Imagem obtida na experiência ATLAS, no Centro Europeu de Investigação Nuclear (CERN), em que é representado o processo de desintegração da partícula que explica porque as outras partículas têm massa – o bosão de Higgs.

Ricardo Barrué (Física de Partículas) pretende utilizar a partícula que explica porque as outras partículas têm massa – o chamado bosão de Higgs – para detetar sinais minúsculos e ainda desconhecidos que nos levem mais perto de compreender a origem do Universo e como ele se tornou naquilo que é hoje.

O Ricardo é estudante de doutoramento no Laboratório de Instrumentação e Partículas (LIP). Para além de um apaixonado pela física e pelo cérebro humano, descreve-se como um curioso de ginja e amante de tudo o que é estranho e interessante.

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39º PubhD de Lisboa: Biologia Marinha e Medicina

Quarta-feira, 13 de novembro de 2019, 19:30 – 21:00, no Má Língua.

Novos métodos de diagnóstico e terapia para o cancro da mama, e a conservação das mantas gigantes no México serão os dois temas em conversa na sessão do 39º PubhD de Lisboa.

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As oradoras

Andreia Ferreira (Medicina) procura descobrir formas de impedir a progressão do cancro da mama, com aplicações no diagnóstico e terapia desta doença.

A Andreia é investigadora de doutoramento no Centro de Estudos de Doenças Crónicas (CEDOC) da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa. É mestre em Genética Molecular e Biomedicina. É açoriana da ilha de Santa Maria, e gosta de jogar basquetebol e de ir ao cinema.

Marcação de mantas gigantes para seguimento por satélite.
Créditos: Deni Ramirez

Madalena Cabral (Biologia Marinha) está a contribuir para a preservação das mantas gigantes no mar do México. Para isso procura perceber os seus padrões de migração, nomeadamente assinalando os indivíduos que são depois acompanhados por satélites.

Madalena Cabral é investigadora de doutoramento na Universidad Autónoma Baja California Sur, no México.

A Madalena apaixonou-se desde cedo pelos encantos do mergulho e a sua atividade já passou por vários países. Entre as suas experiências estão a observação de tartarugas, recifes de coral e uma participação especial num documentário sobre cachalotes e jamantas, realizado nos Açores.

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38º PubhD de Lisboa Biotecnologia, e Decrescimento Económico

Quarta-feira, 9 de outubro de 2019, 19:30 – 21:00, no Má Língua.

Acelerar a investigação em áreas como a das vacinas ou da terapia génica, e avaliar iniciativas que respeitam os limites ecológicos da Terra, serão os dois temas em conversa na sessão do 4º aniversário do PubhD de Lisboa.

O PubhD de Lisboa reúne investigadores de doutoramento no ambiente informal de um bar, para explicarem a sua investigação em linguagem acessível e responderem a perguntas. Cada apresentação terá a duração de 10 minutos, seguida de 25 minutos para perguntas.

Os oradores

Decrescimento Económico
Créditos Bárbara Castro – Ilustradora
https://degrowth.org/2014/12/01/new-book-release-degrowth-a-vocabulary-for-a-new-era/

Inês Cosme (Decrescimento Económico) investiga o papel da sociedade civil, das empresas e do Estado na transformação do atual modelo de relações económicas e sociais. O seu objetivo é o de pensar a conversão de um sistema baseado na competição para um sustentado na cooperação e na solidariedade.

A sua investigação explora a ideia de decrescimento sustentável, uma visão crítica do crescimento económico como indicador de desenvolvimento de um país. Nesta investigação foi criada uma ferramenta de análise que avalia o contributo de iniciativas públicas e privadas para uma sociedade focada no bem-estar, na cooperação e no respeito pelos limites ecológicos do planeta.

Inês Cosme é investigadora no Center for Environmental and Sustainability Research (CENSE) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. É formada em Engenharia do Ambiente, mas depois afastou-se da tecnologia para se apaixonar pelo papel do comportamento das sociedades na construção de um futuro sustentável.

 

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Créditos: Miguel Ricardo Guerreiro

Miguel Guerreiro (Biotecnologia) procura acelerar a investigação em áreas como a das vacinas ou da terapia génica. Para isso está a desenvolver sensores, de tipo biológico, que permitirão detetar e quantificar vírus de forma mais simples e rápida do que os métodos atuais. 

O Miguel é investigador no Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica (iBET) e no Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier – Universidade Nova de Lisboa (ITQB-NOVA). Vírus e cultura de células fazem parte do seu dia-a-dia, mas fora do laboratório gosta de jogos de tabuleiro, fotografia e do seu Sporting C.P.

 

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