32º PubhD de Lisboa: Cosmologia, e História da Ciência

Quarta-feira, 14 de novembro de 2018, 19:30 – 21:00, no Bar Irreal

Aperfeiçoar a Relatividade de Einstein para explicar fenómenos extremos e mistérios do Universo, e conhecer o passado e as pessoas do museu de história natural da Escola Politécnica, serão os dois temas em conversa na sessão de novembro do PubhD de Lisboa.

O PubhD de Lisboa reúne investigadores de doutoramento e pós-doutoramento no ambiente informal de um bar, para explicarem a sua investigação em linguagem acessível e responderem a perguntas. Cada apresentação terá a duração de 10 minutos, seguida de 25 minutos para perguntas.

Os oradores

secção de Zoologia do Museu Nacional de Lisboa em 1898
A “Sala de Portugal”, na secção de Zoologia do Museu Nacional de Lisboa em 1898.
Créditos: CUNHA, Pedro José da, “A Escola Politécnica de Lisboa: breve notícia histórica”. Lisboa: João Pinto, Lda., 1937.

Daniel Gamito Marques (História da Ciência)  estudou a história da Escola Politécnica, fundada em 1837, e em particular o seu museu de história natural. O impulsionador deste museu foi José Vicente Barbosa du Bocage, primo do poeta e zoólogo com conceituada carreira internacional.

Desta sua investigação, o Daniel espera resultar uma valorização do passado do museu e das pessoas que o fundaram e nele trabalharam.

Daniel Gamito Marques é investigador de pós-doutoramento no Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia (CIUHCT). Formado em biologia, doutorou-se em história da ciência. Também escreve para teatro e performances.

Impressão artística de estrelas de neutrões em colisão.
Impressão artística de estrelas de neutrões em colisão. Créditos: University of Warwick/Mark Garlick

Francisco Cabral (Cosmologia) estuda teorias mais gerais e complexas do que a Relatividade de Einstein. Estas teorias permitem estabelecer pontes com a física das partículas elementares e eventualmente ajudarão a descrever corpos astrofísicos de densidade extrema, tais como estrelas de neutrões e buracos negros, mas também a explicar vários mistérios do Universo ainda por resolver.

O Francisco investiga ainda as formas como estas teorias poderão vir a ser testadas com observações, por exemplo, observações de ondas gravitacionais.

Francisco Cabral é investigador de doutoramento no Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA) e na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL). É músico, amante da natureza e da multiculturalidade. Interessa-se pelo potencial que existe na ligação entre as ciências humanas, as ciências naturais e a arte.

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O PubhD de Lisboa celebra 3 anos

Neste mês de outubro o PubhD de Lisboa celebra 3 anos.

Muito obrigado aos 80 oradores e a todos os que já participaram nestas conversas sobre ciência em construção!

PubhD de Lisboa - 3 anos

Foram 80 teses de doutoramento ou pós-doutoramento que serviram de tema para 31 conversas num bar.

PubhD de Lisboa 3 anos, - Oradores por área

PubhD de Lisboa, 3 anos - temas

Acolhemos 80 investigadores, alguns deles com Portugal como segunda casa.

Em três anos quase demos a volta ao mundo! – Os países onde os nossos oradores realizam investigação.

Consulte a lista de todos os 31 eventos já realizados.

31º PubhD de Lisboa, 3º aniversário

Astrofísica, e Ciências da Comunicação

Quarta-feira, 10 de outubro de 2018, 19:30 – 21:00, no Bar Irreal

O que a atmosfera infernal de Vénus nos pode ensinar sobre a Terra e sobre a procura de outras ‘Terras’, e a importância do movimento de código aberto para a sustentabilidade das rádios comunitárias, vão ser os dois temas da sessão de aniversário do PubhD de Lisboa.

O PubhD de Lisboa reúne investigadores de doutoramento no ambiente informal de um bar, para explicarem a sua investigação em linguagem acessível e responderem a perguntas. Cada apresentação terá a duração de 10 minutos, seguida de 25 minutos para perguntas.

Os oradores

Vénus
O lado noturno de Vénus visto no infravermelho pela sonda espacial japonesa Akatsuki (créditos: ISAS, JAXA)

Ruben Gonçalves (Astrofísica) está a estudar os ventos e a composição química da atmosfera de planetas e luas do Sistema Solar, em particular Vénus e Titã, lua de Saturno.

Vénus em concreto, é um planeta muito semelhante à Terra, mas com uma atmosfera radicalmente diferente e que nos pode ajudar a compreender a sorte que (ainda) temos aqui na Terra.

Uma vez este conhecimento reunido, incluindo o aperfeiçoamento das técnicas utilizadas, o Ruben espera aplicá-lo ao estudo da atmosfera de muitos dos planetas extrasolares que têm sido descobertos a orbitar outras estrelas, alguns deles potencialmente parecidos com a Terra.

Ruben Gonçalves é investigador de doutoramento no Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço e na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. É mestre em Astrofísica e Cosmologia e é um exemplo de que nunca é tarde para recomeçar a vida académica, tendo reiniciado os estudos superiores aos 27 anos.

O estúdio principal de emissão da rádio comunitária Echo, baseada em Farnborough, Reino Unido.
O estúdio principal de emissão da rádio comunitária Echo, baseada em Farnborough, Reino Unido.
Créditos: CountdownCrispy (CC BY-SA 3.0)

Rute Correia (Ciências da Comunicação) quer perceber de que forma o movimento de código aberto (open source) – em que se promove o acesso livre ao design e ao código-fonte de programas informáticos – pode funcionar como modelo de sustentabilidade para estações de rádio comunitárias, tanto ao nível da tecnologia como de conteúdos e da comunidade.

As estações de rádio comunitárias ocupam um lugar de relevo no desenvolvimento social, sobretudo ao nível local. No entanto, a sustentabilidade da sua operação (transmissão) é um dos seus maiores desafios.

A investigação da Rute ajudará a criar mecanismos que garantam a subsistência destas estruturas sociais.

Rute Correia é investigadora de doutoramento no ISCTE, do Instituto Universitário de Lisboa. Faz rádio há mais de uma década e continuam numa relação amorosa (e profissional). Igualmente apaixonada por tecnologia, também trabalhou na indústria de software e acabou por juntar os dois universos na sua investigação académica.

Descubra mais no website da Rute Correia.

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30º PubhD de Lisboa: Arquitetura, e História Ambiental

Quarta-feira, 12 de setembro de 2018, 19:30 – 21:00, no Bar Irreal

Em setembro, o PubhD de Lisboa propõe uma viagem no tempo para visitar dois aspectos da História de Portugal. A construção de palácios urbanos em Lisboa e a caça de baleias no Atlântico Sul serão os dois temas com que iniciamos a quarta temporada do PubhD de Lisboa.

O PubhD de Lisboa reúne investigadores de doutoramento no ambiente informal de um bar, para explicarem a sua investigação em linguagem acessível e responderem a perguntas. Cada apresentação terá a duração de 10 minutos, seguida de 25 minutos para perguntas.

Os oradores

Plano Nobre de um Edifício que desemboca na rua do Carvalho. D. 148 A.

Tiago Antunes (Arquitetura) está a analisar a proporção e os sistemas métricos utilizados na construção de doze palácios urbanos em Lisboa, entre 1640 e 1755.

O seu principal objetivo é conhecer o pensamento construtivo português e compreender a história da construção em Lisboa. Este conhecimento servirá de base para as intervenções de conservação de edifícios da época.

Tiago Molarinho Antunes é investigador de doutoramento em Arquitetura dos Territórios Metropolitanos Contemporâneos no DINÂMIA’CET, do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa.

Cena de caça de baleias
Cena de caça de baleias in “Historia do Brazil…” de Alphonse de Beauchamp (1820)

Nina Vieira (História Ambiental) quer compreender a relação, ao longo do tempo, entre os humanos e os outros animais através do estudo de uma atividade humana de apropriação, uso e comércio de um mamífero marinho: a caça de baleias.

Esta investigação tem como cenário a expansão marítima portuguesa e a participação dos portugueses na baleação promovida nos séculos XV a XVIII no Atlântico Sul.

Para Nina Vieira, a análise dos valores atribuídos à baleia ao longo da história pode ajudar na construção de ações de sensibilização ambiental e de gestão de áreas marinhas protegidas.

Nina Vieira é investigadora de doutoramento em História Ambiental Marinha no CHAM-Centro de Humanidades da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É mestre em Ecologia Marinha e sócia-fundadora da APCM-Associação Para as Ciências do Mar.

Mais informação na sua página de perfil.

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29º PubhD de Lisboa Comunicação Política e Imunologia

Quarta-feira, 6 de junho de 2018, 19:30 – 21:00, no Bar Irreal

O ressentimento nos discursos eleitorais, e quando o corpo se volta contra si próprio, serão os temas em conversa na sessão de junho do PubhD de Lisboa (Atenção: uma semana mais cedo do que o habitual!)

O PubhD de Lisboa reúne investigadores de doutoramento, ou pós-doutoramento, no ambiente informal de um bar, para explicarem a sua investigação em linguagem acessível e responderem a perguntas. Cada apresentação terá a duração de 10 minutos, seguida de 25 minutos para perguntas.

Os oradores

Marcos Queiroz (Comunicação Política) procura identificar a utilização do ressentimento nos discursos políticos durante as autárquicas de 2017 em Lisboa e também nas eleições para o governo do estado de São Paulo em 2018.

Numa perspetiva geral, o seu trabalho aborda criticamente os discursos políticos e eleitorais numa época em que estes se caracterizam por serem conservadores ou extremistas.

O Marcos é investigador em Ciências da Comunicação no ISCTE, do Instituto Universitário de Lisboa. É também professor na Escola de Comunicação da Pontifícia Universidade Católica de Goiás, no Brasil.

Vital Domingues (Imunologia) está a investigar as situações em que o corpo, e os seus órgãos, são atacados pelo próprio sistema imunitário, o qual, em situações normais, os deveria proteger.

Em concreto, o Vital procura identificar o papel dos tecidos celulares na evolução das doenças provocadas por este ataque, mais especificamente, quando ele ocorre em vários órgãos. Tal permitirá desenvolver estratégias de proteção ao nível destes tecidos e que conduzam a possíveis tratamentos.

Vital Domingues é investigador no Instituto Gulbenkian de Ciência. É médico, formado no Porto, e especialista em medicina interna. Ao mudar-se para Lisboa, mudou também da atividade clínica para a investigação em ciência fundamental.

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